"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"A-Antoine de Saint-Exupéry
Exupéry

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Crimes na cidade de Natal

Não sei o que está havendo na minha cidade que todo dia é dia de tragédia, de crimes que não se sabe porque aconteceram, fala-se de grupos de extermínio, policia envolvida com bandido, assassinatos a queima roupa. E as notícias não páram... Será que esses crimes cruéis que tiram a vida de pais de família, pessoas responsáveis, civis que se comprometem em ajudar o país a ser um país melhor, mais digno, com ideais a se admirar, vão continuar ? Os assassinos vão ficar em pune? Os mandantes principalmente, que são os peixões, vão ficar em pune?
Os familiares vão continuar sem resposta, sem saberem porque perderam seus entes queridos? Vão sofrer muitas vezes sem saber se as vítimas estão vivas, ou onde está o corpo delas? É sequestro, estorção, crime passional, queima de arquivo, vingança e sabe lá deus os motivos sem motivos que acabam acarretando em mortes violentas, chocantes, covardes, que não dão tempo nem da vítima reagir!
O mundo vai acabar mesmo nesse desespero provocado por nós mesmos seres humanos, que nos auto-destruimos por tão pouco. PArece que a vida não tem mais valor, parece que o egoísmo humano supera o amor, parece que ao invez de estarmos aqui na única vida que pensamos que vamos ter (fora as idéias espiritas de reencarnação) para amar uns aos outros, fazer o bem, fazer valer a nossa vida por algo melhor, por algo de útil para oferecer e ficar marcado por toda a existencia humana, estamos perdendo nosso tempo matando e sendo mortos.
Hoje, não sabemos mais se vamos chegar em casa com vida após voltarmos ao trabalho ou a escola. Ou até dentro da nossa própria casa. Se alguem aparece e mete uma bala na nossa cabeça, acabou-se... Era uma vez! Temos mesmo que ficar trancafiados dentro de um apartamento, sem colocar a cabeça para fora para saber o que um desconhecido quer. Dependendo de um vigia que vai interfonar para saber se aquela pessoa pode entrar. Morar em casa? Só se você tiver uma cerca elétrica e um interfone! Ficar do lado de fora vendo a rua, o movimento de dia ou a noite? Nem morta! Aliás, não fique, porque você pode ser morto com uma bala perdida ou direcionada de propósito para sua cabeça.
É a vida, cheia de sofrimento, cheia de decepções. Já não temos direito de nada nessa vida, nem de viver dignamente, nem de respirar mais.
Esse meu desabafo é em memória de João Régis Cortês de Lima, 51 anos, assassinado no último sábado (09/02/2008), um advogado trabalhista de conduta ilibada que só queria contribuir para uma sociedade mais protegida e mais justa. Pai de família, militante político que fez parte do movimento estudantil na década de 70, participando de lutas contra o regime da ditadura, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores no estado do Rio Grande do Norte, e também vários sindicatos, como o dos bancários, petroleiros e comerciários. Foi ainda o primeiro coordenador do Programa de Defesa à Testemunha do RN e atualmente se dedicava à literatura, tendo mais de cinqüenta livros não publicados. Se tiver interesse em saber do assassinato a queima roupa deste brilhante advogado, leia mais aqui e aqui! Outro caso que também abalou a sociedade aqui na minha cidade, e que está sendo investigado. E se quiser contribuir, divulgue sobre as babáries que andam ocorrendo aqui no Rio GRande do Norte e no Brasil. Ou então me dêem uma idéia de uma blogagem coletiva que possa falar disso tudo, para não fazer esquecer as autoridades competentes , nossa polícia e políticos de investigarem tais assassinatos até chegar aos culpados, sobre tudo que anda acontecendo.O tema fica geral, violencia no Brasil, ou específico a minha cidade? E a data? Será que fica bem dia 9 de março em homenagem ao Advogado, ou antes? O que acham amigos? Peço a opinião de vocês para chegar a uma conclusão para esta confusa blogueira! :) Fiquem com Deus, que ele nos proteja e conforte a família dessas vítimas, que são pessoas de bem.

5 comentários:

Aninha Pontes disse...

Ingrid querida, o que sentimos é que a vida não vale mais nada.
O que vale é o viver bem, o primeiro eu.
Começa que vivemos num país sem lei, que as autoridades não respeitam a lei e portanto quem vai respeitá-las?
Cadeia só foi feita para pobre, enfim, é um corpo a corpo pela sobrevivência.
Quanto à blogagem coletiva, talvez seja uma boa saída, só que eu não sou a pessoa mais indicada para lhe dar idéias.
Nunca comandei uma, e nem sempre participo delas. Você sabe, eu posto pouco, não tenho muito tempo, há alguns dias que nem consigo entrar no PC.
De qualquer forma, acho que vc terá boas idéias.
Um beijo.

Ronald disse...

Minha querida Ingrid, como você pediu estou aqui para prestar meu auxilio e vou postar ainda hoje o tema para ser analisado pelos companheiros de blogs. O assunto é de importância impar e eu bem sei do que se trata. Aqui em Foz do Iguaçu possímos a marca da 5a cidade mais violenta do Brasil considerando-se assassinatos/numero de habitantes e não poderia deixar de contribuir com sua idéia. A data e o tema fica por sua conta, vou divulgar o assunto... Voltarei logo
Beijos

Mário disse...

Ingrid, o tema é relevante. Acho 9 de março meio complicado porque 8 de março é Dia Internacional da Mulher e tem uma coletiva, proposta pela Lys e Meire, para aquela data. Por isso, duas coletivas na mesma semana torna menor a adesão dos blogueiros. Amanhã temos a da Luma, dia 8 a da Meire/Lys. Seria melhor, eu acho, espaçar um pouco mais para que muitos possam aderir. É a minha opinião. Abraços.

Anônimo disse...

Ingrid,

vi seu comentário sobre livros na Aninha, gostei, resolvi te visitar.
Aqui, seu post, sério e oportuno, retrata a realidade.
Às vezes, temos a impressão de que o mundo todo enlouqueceu, não?
É uma pena que as coisas estejam assim, mas talvez elas possam melhorar. Se cada um fizer sua parte, quem sabe?
Sinto que você faz a sua, e muito bem.

Abraço da
Vivina.

Lino disse...

Ingrid:
A violência é uma constante nãoa só em Natal, mas também em outras cidades de igual porte. Aqui, em Vitória, temos problemas semelhantes.