"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"A-Antoine de Saint-Exupéry
Exupéry

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Vida sadia modifica forma como gene atua*

Vida sadia modifica forma como gene atua*

Vi esse e-mail e achei interessante porque contraria o que eu estudei e discutir nas aulas de doutorado. Com a regulação gênica, deu para perceber que ela é feita com varios fatores, nao só a nível de sequencia nucleotidica no nosso DNA mas também com fatores de proteínas que vão estimular ou repreender genes que causam o cancer. VAle a pena ler, mesmo assim, o texto abaixo.. Se ele for cientificamente sério. Para estar no jornal Estado de SP é pq deve der. Bom final de semana a todos!

Estudo mostra por que é possível evitar doença com dieta e exercícioHerton Escobar escreve para “O Estado de SP”:Todo mundo já sabe que comer bem e fazer exercícios regularmente ajuda a prevenir doenças, entre as quais o câncer. Mas ninguém havia conseguido demonstrar, até agora, como isso funciona no nível molecular, dentro das células. Um estudo publicado ontem (16/6) nos EUA fornece, pela primeira vez, uma explicação genética para o “fenômeno”.A pesquisa mostra que levar um estilo de vida saudável não tem efeitos apenas fisiológicos, mas influencia até o funcionamento dos genes no núcleo das células. Genes favoráveis ao câncer (oncogenes) são inibidos, enquanto genes “de segurança”, que combatem a evolução de tumores, são estimulados.O estudo foi feito a partir de uma comparação de biópsias de tecido saudável da próstata de 30 homens com tumores de baixo risco e idade média de 62 anos. Os pesquisadores analisaram o comportamento genético das células antes e depois de um “tratamento” baseado em mudança de hábitos, com alteração de dieta, prática de exercícios e redução de stress. Constataram que a “expressão gênica” (intensidade com que certos genes funcionam) foi alterada para melhor em todos os participantes.Dezoito genes tiveram sua expressão aumentada e 388, reduzida, segundo os resultados apresentados na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Nenhum dos pacientes passou por cirurgia ou tomou qualquer tipo de medicamento. O período entre as biópsias foi de apenas três meses.“É muito encorajador verificar que é possível alterar o funcionamento de centenas de genes em um período tão curto, apenas pela maneira de comer e viver”, disse ao Estado o médico Dean Ornish, da Universidade da Califórnia, autor do estudo. “Você não pode mudar os seus genes, mas pode mudar a maneira como eles se expressam.”Segundo o pesquisador, é provável que as mesmas mudanças verificadas na próstata estejam ocorrendo em outras células do organismo, o que explicaria a influência dos hábitos saudáveis na prevenção de vários tipos de câncer e outras doenças.Os 30 participantes consumiram 12% menos gordura por dia e fizeram uma média de 3,6 horas de exercício por semana. Ao fim dos três meses, todos os fatores de risco para doenças cardiovasculares (como colesterol e pressão) haviam diminuído.Os níveis de PSA, hormônio da próstata que é usado como indicador de tumores, também caíram, mas isso não significa, necessariamente, que o “tratamento” tenha estancado a progressão da doença. As medições foram feitas apenas com células saudáveis da próstata.“Quase todos os parâmetros melhoraram, mas, se isso terá um efeito em prognóstico ou sobrevida dos pacientes, ainda é cedo para dizer”, avalia o médico Gustavo Cardoso Guimarães, do Hospital A. C. Camargo. “O mais interessante é que o tempo de influência na expressão gênica foi muito curto. Isso é surpreendente.” Mais estudos serão necessários para mostrar qual é o efeito direto do estilo de vida sobre a células tumorais.(O Estado de SP, 17/6)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Daltonismo

Eu estive fora esse final de semana, por isso não postei. MAs hoje, segunda, ia colocar uma reportagem do Fantástico de ontem, que achei um absurdo. MAs não vou colocar por enquanto porque estou sem meus óculos de grau, quebrei a perninha dele. E estou meio zonsa usando só uma das pernas. Pensando, em visão, e em menos trabalho para escrever, vou colocar algo interessante hoje sobre visão, menos polêmico, mas muito curioso, e que um dia já dei aula sobre esse assunto: DALTONISMO. Além disso vou colocar uma brincadeirinha abaixo, um tipo de teste para saber se você tem algum grau de daltonismo.

Quem sabe o que é daltonismo, e de onde se origina? Pois então, vamos lá para as explicações.

Daltonismo é um defeito na visão em que o indivíduo confunde cores (verde e o vermelho). Este defeito é provocado por um alelo recessivo ligado ao sexo (no caso ligado ao cromossomo X).

Nesta tabela abaixo vocês vão ver o fenótipo (isto é, se apresentam a doença ou não) e o genótipo relacionado (XY para homens e XX para mulheres, onde D e d são os alelos dominantes e recessivo, lembrando que a presença de apenas um alelo recessivo "d" em homens já dá o daltonismo, e que nas mulheres precisa-se ter dois "d" para ela ser daltônica).

Curiosidades:


A freqüência do daltonismo parece variar entre os diferentes grupos raciais.
É mais freqüente em populações caucasóides - 8% dos homens e 0,46% das mulheres. Em amostras de negros (3,5% dos homens) e de aborígenes australianos (2% dos homens) - valores mais baixos, até agora investigados.
Os japoneses e chineses ocupam uma posição intermediária.



Teste de distinção - Normal X Daltônico:









Quem vê um número
4 aqui é Daltônico,
quem não vê número
nenhum, não é daltônico.
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Quem vê 8 é Normal
Quem vê 3 é Daltônico

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Quem vê 2 é Daltônico
Quem vê 5 é Normal

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Quem vê ou 2 ou 6 é Daltônico

Quem vê 26 é Normal

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Gostaram do teste? Até terça com a polêmica do Fantástico! E me desculpem se não vou visitar ninguém hoje, realmente estou com agonia nos olhos com esse óculos torto. Tenho miopia, e mesmo de longe preciso deles para enxergar algo na telinha do computador. Mas amanhã, depois do exame de vista, e de concertar meu óculos velho, terei como visitar minhas amigas e meus amigos!
Beijos e boa semana!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Quando começa o ser humano?

Especialistas discutem o ponto mais polêmico das pesquisas com células-tronco de embriões humanos.


Herton Escobar escreve para “O Estado de SP”:


Quando começa a vida? Essa é a pergunta que está na base de toda a polêmica em torno das células-tronco embrionárias, e é sobre ela que se sustenta a ação de inconstitucionalida de movida no Supremo Tribunal Federal contra as pesquisas com embriões humanos. Da sua resposta dependem não só o futuro da ciência com células embrionárias, mas questões relacionadas ao aborto e à regulamentação das práticas de reprodução assistida.Mas, afinal, quando começa a vida?


Na fecundação, quando o espermatozóide se une ao óvulo ainda na tuba uterina? Ou cinco dias depois, quando o embrião se embrenha na parede do útero, dando início à gravidez de fato?Poderia ser na quarta semana, quando o sistema nervoso começa a estabelecer suas raízes e o coração primitivo dá suas primeira batucadas? Ou ainda, quem sabe, nove meses mais tarde, quando o bebê respira pela primeira vez fora da barriga da mãe?A resposta seria até simples, se a pergunta não estivesse errada. “A pergunta que precisa ser feita não é ‘Quando começa a vida?’, mas ‘Quando começa o indivíduo?’”, diz o especialista George Daley, pesquisador de células-tronco embrionárias e hematopoéticas do Children’s Hospital de Boston e membro do Instituto de Células-Tronco de Harvard.

Embrião com 7 semanas



Em outras palavras: a partir de que momento o embrião deixa der ser um aglomerado de células para se tornar um ser humano distinto, com direito à vida, nome, identidade e passaporte?“Infelizmente, isso é algo que não pode ser respondido pela ciência. É uma questão metafísica”, diz o colega Doug Melton, professor de biologia da Universidade Harvard e um dos maiores especialistas do mundo em células-tronco.Ainda assim, essa é a pergunta com a qual os juízes do STF terão de se digladiar quando retomarem seus trabalhos no Judiciário nesta semana. “Todas as células são formas de vida. Mas isso é bem diferente do conceito de vida que aplicamos a um paciente”, completa Daley.

O Estado conversou com vários especialistas em embriologia, geneticistas, bioeticistas, teólogos e advogados na busca de respostas para algumas das questões mais difíceis desse debate.


Fora do útero


Ninguém nega que um embrião dentro do útero materno é uma forma de vida, ainda que no seu estágio mais primordial. Todo ser humano, afinal, começa como uma dessas minúsculas bolinhas de células, menor do que a ponta de um alfinete.O que dizer, porém, de um embrião que está fora do útero, produzido numa clínica de fertilidade e congelado dentro de um botijão de nitrogênio líquido? Teria ele os mesmos direitos que um bebê na barriga da mãe? Se a vida começa na concepção - mesmo que produzida in vitro -, o que fazer com os milhares de embriões congelados em clínicas de todo o País?
(O Estado de SP, 29/7)

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Longevidade na Sardenha

Passou na Globo essa semana uma reportagem sobre uma população da Sardenha que possui longevidade fora do normal. Achei interessante, principalmente no lado genético, e estou publicando para quem não viu. Ah, será quem um dia a população brasileira vai ter essa longevidade tão saudável? Só tiro de lição deste tema é que temos que cuidar dos nossos idosos, e educar as novas gerações para isso, pois um dia nós seremos velhinhos também. Também por questões de humanidade, consciência, pois é um dos fatores que nos difencia dos outros animais, temos consciência de nossa consciência. Espero que gostem. Tiveram bom final de semana? Eu tive, namorei muuuuuito! Bjos a todos!

Longevidade dos habitantes da Sardenha intriga cientistas

A cada 100 mil habitantes da ilha, 22 chegam aos 100 anos. Ao contrário do resto do mundo, muitos dos homens não morrem antes das mulheres.
Nas montanhas da Sardenha, uma ilha a 190 quilômetros da costa italiana, um mistério intriga os cientistas: a vida longa - muito longa - dos seus habitantes.
Aos 98 anos, Silvia Piras lê os jornais sem a ajuda de óculos. O marido, Efisio, já completou 100 anos e ainda cuida de plantas. "Nos casamos em 1932, no dia seis de fevereiro", diz ele. "Quando nos conhecemos, eu tinha 18 anos, ele 20”, completa ela. O casal mora no terceiro andar, sem elevador. No verão chega a fazer 40 graus. E, mesmo assim, todos os dias marido e mulher descem juntos as escadas para passear.

O agricultor aposentado Pepino Podda também é centenário. A saúde é boa, ele só se queixa de uma dor no braço - e da falta da esposa, que se foi antes dele. Na Sardenha, muitos homens não morrem antes das mulheres, como no resto do mundo. "Quando eu era pequeno tive duas pneumonias. E mesmo assim cheguei aos 100 anos. Não sei por quê." O filho caçula de Pepino, Mário Podda, revela uma curiosidade: o pai não bebe água nunca. Só vinho.

Um dos próximos aniversários centenários da Sardenha é o de Consolata Melis - ela está eufórica. Consolata é tão independente que vive sozinha em um apartamento. Tem 10 filhos, 50 netos, bisnetos e trinetos. A memória é perfeita. "Não esqueci as boas nem as más lembranças", diz ela, no idioma sardo.

Rita Lobina, que já apagou as velas de 100 anos, assiste a todos os telejornais. Há pouco tempo fez uma operação na perna com anestesia geral, mas já está andando. Ainda cozinha, quando é preciso. Quanto à idade, responde, sem modéstia: "não é para todos".

Na Sardenha, é para muitos. Aqui, os que chegam a um século de vida, segundo a universidade de Sassari, são 22 a cada 100 mil habitantes. Para se ter uma idéia, na Europa, continente com alta expectativa de vida, o número de centenários não passa de 8 em 100 mil habitantes.

O geneticista Mario Pirastu é presidente do parque genético de Ogliastra, instituição que pesquisa as razões da longevidade sarda. Ele analisa o sangue da população de mais de 20 cidades. Ainda não tem as respostas, mas levanta algumas hipóteses. "A saúde pública melhorou muito. O estilo de vida, sem estresse, também contribui. As famílias cuidam bem dos seus velhos."

"Nos interessa descobrir por que essas pessoas escapam de doenças cardiovasculares. E por que respondem tão bem aos remédios. É possível que exista uma predisposição genética."

Testemunhas das duas grandes guerras, os centenários sardos viveram no campo, trabalharam muito e comeram pouco. "Eram tempos feios”, diz Efisio. “Nós conhecemos a fome."

"A carne era muito pouca. Tomávamos sopa. As cabras e ovelhas tínhamos que vender", conta Consolata.

Talvez aí esteja uma razão para essa longevidade. Afinal, a ciência já chegou à conclusão de que, para se viver muito, é fundamental comer pouco.

Os centenários da Sardenha estão concentrados em 50 pequenas cidades, cada uma delas com menos de três mil habitantes. A estrada que leva à região tem 100 quilômetros. Jovens sardos fizeram da área uma rota turística para enfrentar o desemprego. E adivinhe o que eles incluíram junto às atrações do turismo alternativo, junto às tradições locais? Os velhinhos centenários.. .

Como numa seleção natural, onde só os mais fortes sobrevivem, eles se salvaram, estão lúcidos e sadios. O tempo? Já não conta. "Tenho 100 anos nas costas. E são muito pesados. Estamos próximos do fim", diz Efisio. “Agora esperamos o outro mundo”, ri.

domingo, 22 de julho de 2007

Por que gostamos de música





Pesquisa inédita dá uma visão inteiramente nova da nossa vida musical. Meio milhão de pessoas foram ao delírio quando o grupo americano derap Black Eyed Peas cantou My Humps na festa de réveillon na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. A canção é sucesso entre os adolescentes etoca a toda hora nas rádios. Mesmo quem prefere outro tipo de música edetesta rap deixou-se envolver pelo ritmo. A questão aqui, na verdade,é mais abrangente: por que fazemos e gostamos de música? Esclarecedoras respostas a essa antiga questão podem ser encontradasno livro This Is Your Brain on Music (Esse É Seu Cérebro na Música), lançado no ano passado nos Estados Unidos. Seu autor, o neurocientista americano Daniel Levitin, da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, comandou uma equipe que realizou exames de ressonância magnética nocérebro de treze pessoas enquanto elas ouviam música. O resultado dotrabalho é a mais detalhada descrição já obtida pela ciência da – para usar as palavras de Levitin – "refinada orquestração entre várias regiões do cérebro" envolvidas na "coreografia musical. Algumas descobertas feitas pelos pesquisadores estão dentro do esperado. Por exemplo, um bom jantar, a música e uma noite de sexo ativam as mesmas regiões do cérebro associadas ao prazer e ao bem-estar – o que ajuda a explicar, afinal, por que esse trio de atividades se harmoniza tão bem. Por outro lado, a equipe de Levitin desvendou processos neurológicos que até então tinham escapado aos pesquisadores. Um dos mais surpreendentes é que a percepção musical não é resultado do trabalho de uma área específica do cérebro, como ocorre com muitas atividades, mas da colaboração simultânea de uma grande quantidade de sistemas neurológicos. Uma conclusão da pesquisa é que muito do que se imagina ser o som do mundo exterior ocorre na verdade dentro do cérebro. As moléculas de ar que fazem vibrar nossos tímpanos não têm em si as variações entre sons graves e agudos. Elas oscilam numa determinada freqüência que o cérebro mede; a partir disso, ele constrói uma representação interna com variações de tonalidade sonora. É similar ao que acontece com as ondas de luz, que são desprovidas de cor. É o cérebro e o olho que constroem as cores medindo a freqüência das ondas. Levitin nota que o cérebro não apenas produz uma representação interna do som, mas também lhe dá significado. No laboratório, o cientista percebeu que, quando as pessoas ouvem uma música da qual gostam – e não uma melodia desagradável ou um ruído qualquer –, uma área ativada é o cerebelo. Trata-se de uma grande surpresa científica. Em termos de evolução, trata-se de uma das partes mais antigas do cérebro, responsável pela coordenação motora, não envolvida com as emoções. Por que então só é ativada quando o ouvinte gosta da música? A resposta encontrada pelos cientistas é a seguinte: quando se ouve uma música, o ouvido envia o som não apenas para regiões especializadas do cérebro, mas também para o cerebelo, que se"sincroniza" com o ritmo da música, tornando possível acompanhar a melodia. Levitin diz que parte do prazer da música é o resultado de uma espécie de jogo de adivinhações: o cerebelo tenta prever a próxima batida. Se acerta, ótimo. Melhor ainda se é surpreendido por uma mudança no ritmo, pois o cerebelo parece ter prazer no processo desincronização. Produtor musical de sucesso antes de se tornar cientista, Levitin está à vontade para lidar com as duas faces da questão – neurociência e teoria musical. Mas, para decepção dos artistas, não foi capaz de localizar fisicamente o talento no cérebro. "Não existe um gene musical ou uma área no cérebro que os torna especiais", disse Levitin numa entrevista à revista Wired. "O talento de um músico se deve a umconjunto de uma dúzia de habilidades, como coordenação motora, bomouvido, boa voz e criatividade, e não a apenas um único dom." Isso é inesperado, pois os cientistas sabem que o processo de especialização numa atividade – no jogo de xadrez, por exemplo – provoca mudanças na estrutura cerebral e cria circuitos neurológicos especializados. A conclusão: é possível perder uma determinada habilidade e ainda assim manter a capacidade musical. Beethoven, por exemplo, que começou a ter problemas de audição aos 26 anos, continuou a compor mesmo depois de ficar inteiramente surdo, vinte anos depois. O estudo, entretanto, não conseguiu colocar um ponto final numaq uestão que intriga os cientistas há séculos: por que o ser humano começou a fazer música? Em A Descendência do Homem, publicado em 1871, Charles Darwin, pai da teoria da evolução, sustenta que as notas musicais e os ritmos foram desenvolvidos pela espécie humana com o objetivo de atrair o sexo oposto, assim como fazem alguns pássaros."Como ferramenta para ativar pensamentos específicos, a música não é tão boa quanto a linguagem", escreveu Levitin. "Mas, como ferramenta para suscitar sentimentos e emoções, a música é melhor que a linguagem." Não há cultura humana que não tenha produzido músicas. Estudos recentes mostram que os bebês começam a ouvir e a memorizar melodias ainda no útero da mãe. Pequenos, eles preferem músicas da própria cultura. Na adolescência, escolhem o tipo específico de música de que vão se lembrar e que apreciarão pelo resto da vida. "Nessa fase, a tendência é se lembrar de coisas com alto componente emocional porque os neurotransmissores e a amígdala cerebral estão trabalhandoarduamente para ligar a memória a fatos importantes" , diz Daniel Levitin. É uma explicação de por que as músicas que foram hit nos anos 80 continuam a fazer sucesso entre os trintões. Fonte: Rosana Zakabi - Revista Veja, edição 1990, de 10/01/07