"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"A-Antoine de Saint-Exupéry
Exupéry

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Religião PARTE 2

Continuando sobre o assunto : RELIGIÃO...



Eu vi recentemente um e-mail que fala que pisiquiatras não recomendam sessões espíritas porque fazem mal a saúde mental. Pelo jeito muitos pacientes foram recebidos por eles dizendo que recebia espíritos. De acordo com o e-mail, o espiritismo é uma neurose provocada pela fácil auto-sugestibilidade, em que há predominância das alucinações psicosensoriais, sendo não raro histeria ou em estado histeróide’. Então esses médius que dizem que recebem espíritos acreditam nisso e o corpo deles reagem de tal forma que baixa o espírito MESMO! Depois os coitados viram neuropatas!

Bem, não concordo totalmente com essa frase, acho que há sessões espíritas mais sérias, que visam o auto-conhecimento e não promovam shows de espíritos que baixam no médium e ficam dizendo da vida de cada um, dizendo que fulano tá com encosto e que precisa vir mais vezes para tirar o encosto. Nem que mostrem parentes que morreram e que querem deixar uma mensagem, mas contanto que se pague.

Acredito que nessa religião então role muita mentira, mas quero deixar bem claro que não são todas as facções espíritas. E digo sempre, religião é algo que o ser humano cria, então todas elas estão sujeitas a erros humanos. Católica, espírita, protestante, budista, Islamismo, etc
É para a gente se apegar a algo, para fortalecer nossa fé em Cristo (ou em outro Deus , dependendo da Religião). Mas para mim, não precisa de igreja, para mim Cristo está a nossa volta, a natureza é o exemplo vivo dessa força maior que nos fez. Não, não acredito na versão da bíblia, que Deus fez o mundo em 7 dias, e que o início de tudo veio de Adão e Eva. Aí vem o lado cientista meu, da evolução. Deus para mim é uma força maior, energia pura, não tem corpo, não tem forma, está dentro de mim, de você, de todos. E Jesus, se fez milagres se não fez, não sei, para mim a importância dele está no ensinamento do amor entre os homens. Se ele é filho de Deus, se Ele veio para nos salvar não sei se essa parte é invenção do homem. Só sei que temos que nos agarrar na fé principalmente quando se tem coisas que não conseguimos explicar. De onde viemos, para onde vamos!? Perguntas básicas que sempre nos fazemos, dignas de seres que pensam e que sabem que pensam : Homo sapiens sapiens .

Se alguém tem alguma coisa para falar, pode deixar aqui seu recado.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Religião (PARTE 1)

Qual a religião que você segue? Eu sou católica, mas católica torta, pq não frequento tanto a igreja como deveria. O que eu posso dizer veementemente é que sou Cristã, e isso é mais forte em mim que qualquer religião que eu possa aderir.

Sinto curiosidade de conhecer outras religiões. O que mais me atrai é a espirita, bem mística, que dá um conforto maior para os nossos mortos etc e tal. Mas ao mesmo tempo até sinto um medo. Medo do desconhecido todo mundo tem né? E ao mesmo tempo desconfio que nessa religião há muito charlatão que prega para ganhar dinheiro dos bestas (isso qualquer religião pode ter).

Aquele Doutor Fritz por exemplo... Que opera com poucos recursos e diz que tira a doença da pessoa. A uns meses minha mãe, tia e tio, e irmã foram ver ele quando estiveram aqui na cidade.

Era uma multidão de gente para ser curada. Elas começaram a desconfiar quando que viram que para serem operadas tinham que comprar remedios por 7 reais cada. Aí voces podem dizer, Ah só isso! Besteira é barato. MAs se a pessoa tiver 8 enfermidades diferentes, é 8 X 7= 56. Para depois não dar em nada. E pior, muitas pessoas que não tem nem dinheiro acredita, e ficam pedindo dinheiro aos outros para comprar, em vez de comprar remédio de verdade da farmácia, não ervas que não dão em nada. Uma mulher foi pedir um remedio, a mulher grosseiramente disse que tava faltando mas que outro que tinha servia, era a mesma coisa. TUDO para vender, tudo para tirar proveito de um pobre coitado iludido.

Aí o Dr Fritz chega e pergunta, "quem quer ser operado com a faca?" "Quem quer ser operado de agulha?" com aquela voz que finge ser Alemão e não é. MInha Tia disse, "se ele é Alemão porque não fala Alemão?!" Outra enganação! Aí o povo responde, AGULHA, então o Dr Fritz diz debochando: BAndo de gente FROUXO! O pobre homem quer tirar uma bala das costas (que ficou e nunca saiu), ele entra com uma agulha no nariz para "tirar" a bala espiritualmente falando, e durante a cirurgia ele coloca uma gase embebido com um liquido para o homem não sentir nada, e o coitado pensa que não sentiu nada pela intervenção dos espíritos! Quanta bobagem! E a bala nem saiu, só desaparece. Gente a bala não tava no nariz , era nas costas. E o que ele enfiou não foi uma máquina moderna que retira não! Foi com uma agulha!

O povo da minha família viu quanta coisa absurda estava acontecendo e deu meia volta. A dor do cara vai chegar quando acabar o efeito do anestésico local. Fora as inflamações que podem ocorrer ao entrar um corpo estranho. Ainda bem que era descartável a agulha!


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Bom resto de semana!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Deus, Um delírio - Richard Dawkins

Para continuar o assunto Fé X Ciência com o biólogo, professor da Universidade de Oxford e cientista britânico, Richard Dawkins, no meio, vou colocar aqui um texto da Folha de SP datada do dia 25/08, que tive o prazer de receber por e-mail. Fala mais sobre o Biólogo, e sobre o livro lançado por ele, o "Deus, um delírio" (já mencionado talvez nesses vídeos do post passado).






Eu tenho um livro dele, "O gene egoísta", que é muito bom, mas não tão polêmico quanto esse que se refere a fé.









Ele também escreveu "O relojoeiro Cego", que ainda estou para ler. De acordo com meu noivo, também muito bom. NAda futurista, tudo baseado em fortes argumentos. Boa leitura, boa noite a todos e continuação de uma boa semana!








A ciência contra Deus

Corajoso e furibundo, "Deus, um Delírio", de Richard Dawkins, traz forte argumentação em favor do ateísmo, critica a irracionalidade e diz que religiões são nocivas ao bem-estar humano. No livro, cientista britânico utiliza argumentos evolucionistas e considera a existência de Deus uma grande improbabilidade Marcelo Coelho escreve para a “Folha de SP”:Sacerdotes e cientistas mantiveram, durante um bom tempo, certas normas de convivência pacífica: salvo as exceções mais radicais, um não se metia com os assuntos do outro. Hipocrisia, afirma o biólogo Richard Dawkins no corajoso e furibundo "Deus, um Delírio".Dawkins inicia sua forte argumentação em favor do ateísmo assinalando que a maior parte dos cientistas, inclusive o físico alemão Albert Einstein (1879-1955), cuidava de fazer vagas profissões de fé deístas apenas para não chocar os espíritos religiosos. Acreditar num "Deus que não joga dados", como formulado na famosa frase de Einstein, equivale muito mais a confiar nas regularidades das leis da natureza do que a afirmar qualquer coisa próxima de uma religião.Acontece que os esforços no sentido de separar ciência e fé, Estado laico e convicção religiosa, foram sendo solapados ultimamente.Nos EUA, ganha especial virulência a campanha contra o darwinismo, levada por fundamentalistas bíblicos e adeptos da teoria do design inteligente.Entre os muçulmanos, quaisquer críticas à religião encontram as respostas que se conhecem – e Dawkins faz um relato aterrorizante das reações suscitadas, mesmo entre grupos não-fundamentalistas, pelas célebres charges sobre Maomé inicialmente publicadas por um jornal dinamarquês. Do lado católico, o papa Bento 16 está longe de se mostrar tímido e conformado com o papel da razão iluminista nas sociedades ocidentais.Verdade que o próprio darwinismo procura conquistar novas áreas de influência, seja na prática (com o desenvolvimento das pesquisas sobre o genoma), seja na teoria (descobrindo razões biológicas para muito do que se acreditava pertencer à ordem da psicanálise ou da cultura).Grito de guerraO livro de Dawkins surge nesse contexto como uma espécie de grito de guerra, de chamado à mobilização geral. Basta, diz ele, de respeitar um conjunto de crenças que não é apenas improvável, como profundamente tolo e nocivo ao bem-estar humano. Basta de "respeitar" a irracionalidade alheia. Os ateus esconderam-se tempo demais nas catacumbas. Perseguidos, estigmatizados, envergonhados, cabe-lhes assumir a iniciativa do debate intelectual.Não é suficiente para Dawkins que se declarem "agnósticos" -e, na discussão desse termo, localiza-se talvez o ponto mais incisivo e original de sua argumentação. Um agnóstico, explica o autor, considera impossível responder se Deus existe ou não. Seja porque não surgiram até hoje provas convincentes de sua existência, seja porque essas provas seriam a rigor impossíveis de obter.ImprobabilidadesCom efeito, pelo menos desde Kant (1724-1804), uma série de supostas "provas racionais" da existência de Deus mostrou-se incapaz de resistir a um exame rigoroso; Dawkins dedica um capítulo de seu livro a um sumário e feroz resumo desses debates.A posição agnóstica não basta, contudo, para Dawkins. O cientista agnóstico se contenta em deixar a questão sobre a existência de Deus no campo das coisas que não lhe dizem respeito. "Deus, um delírio" apresenta um argumento destinado a lançar a existência de Deus no campo das improbabilidades quase absolutas.Um dos argumentos preferidos pelos criacionistas é o de que o acaso, por si só, não seria capaz de produzir coisas tão complexas quanto um olho humano ou a asa de uma borboleta. O surgimento de tais maravilhas a partir do acaso seria tão improvável, dizem os criacionistas, quanto imaginar que um furacão, passando por cima de um ferro-velho, montasse peça por peça um Boeing 747.Dawkins refuta a tese de modo convincente. Asas de borboleta e olhos humanos não surgem "prontos" na natureza, a partir de uma combinação aleatória de moléculas. Os darwinistas não acreditam que tais coisas nasceram por acaso, e sim da seleção natural. Mostram como organismos complexos evoluíram, pouco a pouco, a partir de formas de vida muito simples. E isso, diz o autor, é muito mais provável do que imaginar um "criador inteligente" . Pois para projetar um Boeing é preciso ser um bocado mais complexo do que um Boeing. E, para repetir uma objeção clássica à idéia de Deus, fica a pergunta: "Quem teria criado o criador?" Um outro ser, ainda mais complexo do que ele?Com boa variedade de exemplos e clareza expositiva, "Deus, um delírio" teria tudo para fazer a alegria de espíritos céticos ou ateus, como o deste resenhista. Mas o que sobra a Dawkins de inteligência científica parece lhe faltar de inteligência emocional. Há mais exasperação do que ironia, mais precipitação do que serenidade, no modo com que ele encaminha a discussão. Dawkins consegue chocar profundamente, com piadas brutais, algumas sensibilidades religiosas, sem ganhar a simpatia dos que concordam com seu ponto de vista.Foi-se o tempo em que filósofos descrentes podiam brincar, com superioridade anglo-saxônica, a respeito de crendices religiosas.As diversas citações de Bertrand Russell, de H. L. Mencken e mesmo de Woody Allen, que volta e meia aparecem em "Deus, um Delírio", são como que deliciosos remanescentes de outra era geológica, em que a ciência não se sentia tão acuada e perseguida.Criticava-se com verve e paz de espírito; este panfleto evolucionista, embora sólido cientificamente, parece debater-se e gesticular como uma fera aprisionada em sua jaula. Mas vale a pena ouvir seus urros: neles está, ai de nós, a voz da Razão.Livro: Deus, um delírio, de Richard Dawkins (Tradução: Fernanda Ravagnani), Editora: Companhias das Letras. Preço: R$ 54 (528 págs.). Avaliação: bom(Folha de SP, 25/8)__._,_.___

Fé e ciência

Acho que se meus catequistas de crisma vissem isso aqui no meu blog iam se decepcionar com todo o trabalho deles.... Em vão? Não, pq me serviu com muitas informações que não tinha, e mais interesse em ler a bíblia, se bem que estou preguiçosa para isso, até para ler o próprio livro de Richard Dawkins, um cientista, um pouco cético demais até, bem disposto a colocar a fé e a religião em cheque. Não sou radical como ele, mas o cara é inteligente demais. Aqui vão 5 videos em que ele argumenta sobre ciência, fé, religião etc... Nem cheguei a ver todos ainda. Espero que gostem, e comentem, para variar outro tema polêmico. Eu acho que tudo na vida que possa nos ensinar é bom. MAs nada de exagero é bom. Nem radical demais para o ceticismo, e nem para o fanatismo religioso. Acredito no que Sheakspeare uma vez falou: "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia." E uma força maior do que qualquer razão humana possa explicar, para existir o Universo, a terra e demais galáxias. E a vida, esteja onde estiver além da Terra. Só não concordo em fé demais a ponto de tirar qualquer possibilidade de discordar, de pesquisar, de querer entender. Outro dia falando de Adão e Eva com um colega biólogo mas bem religioso (para um biólogo), pensei, o fruto proibido para mim, relatado no Antigo testamento, é metaforicamente a sabedoria. O fruto então seria o querer saber mais do que Deus, o proibido que desgraçou Adão e Eva, expulsos do paraíso, e todos os seus descendentes na Terra (nós), que pagamos com isso até a vinda do Messias (Jesus) que morreu por nós para saldar nossa dívida com Deus ( agora a nossa dívida está com Jesus que sacrificou-se por nós). Já para meu colega Biólogo, ele acredita realmente em um fruto, ou seja, acredita literalmente nesse fruto, e que Adão e Eva foram os primeiros humanos. Ele não acredita em metáfora nessa situação, apesar do novo testamento estar cheio delas, quando Jesus falava com seus discípulos e com quem quisesse ouvir. Eu acredito em evolução, seleção natural, Darwin, e que Adão e Eva não eram os únicos, e sim um dos, onde vários casais de humanos eram encontrados em lugares diferentes no planeta. Eu acredito que a fé é cega, mas ao mesmo tempo conforta. E que dá esperanças (quer coisa melhor q isso, para o SEGREDO, dito no post passado??) de um mundo melhor, tranquiliza os corações de pessoas desesperadas, não permitindo que se matem, mesmo que seja mais por pressão de ir para o inferno do que da própria razão , do bom senso de um ser não fazer isso. Não aceito a Fé repressora, que faz um homem ser homem bomba, nem um líder religioso dizer que é assim e pronto, todos temos que aceitar mesmo que isso que ele diga não tenha na Bíblia, maior referencial para os cristãos (a historia da ascensão da Virgem Maria em corpo). Não aceito tantas pessoas com AIDS , morrendo, e tantas se contaminando só porque a igreja proíbie o uso da camisinha em um mundo já torto (aliás, quando o mundo foi direito algum dia? Sempre houve pecado, o problema é que nem sempre houve a AIDS na vida do ser humano, é algo recente que a Igreja católica tem que levar em consideração, e já que existe mesmo a AIDS e os pecados terrenos de fazer amor antes do casamento etc, pq não repensar no assunto e aceitar já que o mundo é diferente hoje com a AIDS?). Por que não pensar também em usar células tronco de embriões para fazer alguém andar, ou alguém se curar de uma terrível doença, e morrer dignamente, em vez de pensar em um embrião que nunca vai vingar mesmo, por estar congelado e sem futuro para ser inseminado em alguém que desistiu dele, por já ter conseguido o que queria pela medicina avançada de hoje, ter filhos pela inseminação artificial? Sabe, essas coisas me pertubam as vezes. Não sou radical demais a favor da ciência, como já viram eu falar do cientista louco que acredita que possa colocar chips no cérebro das pessoas para aprenderem mais rapido, sem pensar nas consequências de toda uma sociedade. MAs também não sou radical demais em religião. Acredito sim na fé boa das pessoas. Mas não naqueles que querem controlar todos com essa fé. Quando rezo o credo, pulo a parte de " creio .... na santa igreja católica" . Porque a igreja (católica, e demais religiões) foram criadas pelos homens, e homens tem seus defeitos , suas interpretações erradas, seu egocentrismo, sua idéia de dominar o mundo. Sobre a Bíblia, espero um dia acreditar nela, porque muito tempo se passou desde a criação dos pedaços da Bíblia ( que diga-se de passaem , começou no papel muito tempo depois da morte de Cristo). Para mim as informações de séculos e séculos da Bíblia, é como telefone sem fio, onde nunca se sabe se a informação chegou perfeita da origem. Mas creio, apesar de todas essas minhas descrenças, que o ser humano ainda tem jeito, é só racionalizar as vezes na hora certa, e sentir a emoção humana também na hora certa. Os 10 mandamentos por exemplo, pura lógica, pura racionalidade. Ajudar ao próximo, pura emoção. Canalizar essas coisas para coisas boas. E não só porque algum dia alguém (porém, ainda bem que existiu Jesus para aquelas pessoas que não raciocinam bem) teve a brilhante idéia de dizer esses mandamentos. Fazer o que o coração pede, ajudar quando sentir aquela vontade. Mas questionar, quando ver que a pessoa está enganando você. Não fazer as coisas boas para seu próprio bem de ganhar os Céus e não ir para o inferno (pois o inferno para mim é a própria maldade do ser humano na terra e suas consequencias) , e sim por que sua alma pede, tem vontade, sem receber nada em troca. A única troca que recebe de volta depois de um ato de amor, é sentir-se útil, humano, ver que realmente ajudou alguém, e limpar a alma depois disso (o alívio). Que maravilha é sentir isso! Mesmo que se tenha feito tão pouco! Era mais do que eu queria escrever aqui. Foi realmente muito. Mas espero que todos possam ler e entender minhas idéias. Abaixo, depois desse "jornal", os 5 capitulos em video de Richard Dawkins em : A Raiz de todo o mal - A Delusão de Deus (acho que a palavra certa seria desilusão). Boa semana a todos! E desculpem meus erros de portugues, mas é a pressa de digitar mesmo! Quando estou inspirada, não demoro muito a digitar senão perco o raciocínio, e não tenho paciência de revisar depois!